segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Ezquizofrenia

Angelicy, Priscila e Veridiana

Mal do século

Muito além de mim.

Quem sou?
Porque estou aqui?
Escureceu meus pensamentos
Tenho a impressão de que grito
Mas ninguém me ouve, ou finge não ouvir.
As vozes destroem minha mente
Quero controlá-las, mas não consigo.
Sofro, desesperadamente, perco o contato com realidade.
Já nem sei quem sou
Sinto-me perdida
A vida me trapaceou
Olhos me vigiam de longe
Eu posso sentir de perto
Quem está aqui?
Meus olhos não conseguem ver o que o meu coração quer enxergar.
Você levou o que eu tinha de mais precioso, o amor à vida.
Como tentei esquecer de todo esse mal que me prende a lembrança de nós dois.
Infinitamente desejaria ter um male incurável, quem sabe tuberculose.
Porque você, meu mal maior não mata pelo simples prazer de torturar.
Amor que inunda o meu eu, me corrói, destrói tudo de melhor que eu poderia ter.
Estou preso nesse mundo de devaneios, e o último grito darei pra estancar a dor.
Com o terror da minha tristeza...
Deixa imaginar sua imagem
Nessa estranha esquizofrenia,
De te perder para te encontrar.

Esquizofrenia

Alunos: Douglas Henrique, Rafael Wallace, Thaíse.
3º E. M. A.

Esquizofrenia

Na liberdade do pensamento.

O quê? Você está me escutando?
Ouço vozes a me chamar. Parecem vindas de outro mundo,
Nunca as ouvi com tanta clareza.
Querem me levar por outros caminhos, é aonde tenho me protegido ultimamente.
Às vezes me deixo ser transferido para esse submundo...
Então, sinto algo dentro de mim, como se me libertasse desse corpo maldito,
Que me prende nesse mundo vil.
Já perdi há tempos à ponte que me ligava com o mundo real.
Mas, qual é o mundo real? Onde estão meus pensamentos ou o material?
Pra que viver aqui se as pessoas olham como se enxergassem dentro
de mim, e mesmo assim não me entendem?
Já perderam a capacidade de decifrar enigmas.
Fico desesperado, se você estivesse aqui seria diferente, a tristeza e a dor não inundariam meu peito, mas você não está e elas transbordam por meus olhos.
Vê o que causastes?
Sinto-me tal qual tuberculoso, excluído por todos a minha volta, como se exalasse um mal terrível. Essa minha doença tem uma causa: você.
O amor é terrível e pensar que há quem o deseje.
E para curar-me já achei o veredicto, acabar com essa inútil vida terrena.
A morte é minha passagem pra liberdade...
Mas, lá na morte meu amor, cantarei pra ti, para que a voz que desprezastes traga-te
o remorso que me deves. Não insista em tentar libertar minha mente desta prisão, aqui eu estou seguro.
Deixe-me perdido nesse mundo onde eu posso ser feliz.
Esquizofrênico, louco? Eu?
Por que consigo ver o que vai além do óbvio?
Todos me perseguem, ouço suas respirações, querem me calar, estão me
sufocando, pressionando porque sou a única alma viva num mundo de projeções.
Você não conhece a verdade, nunca poderá tocá-la, contudo dirá que ela não existe?
Quer conhecê-la? Dê-me sua mão e deixa eu te guiar pelo vasto mundo da imaginação.

quinta-feira, 17 de setembro de 2009