quarta-feira, 31 de agosto de 2011

"O QUE A LEITURA PODE FAZER POR VOCÊ"

Fragmento de Macunaíma de Mário de Andrade




Macunaíma

Mário de Andrade

Macunaíma, índio da tribo tapanhumas, nasce as margens do rio Uraricoera, na Amazônia. Vive com os irmãos Maanape e Jinguê, até a morte da mãe, quando os três partem em busca de aventuras. O herói encontra Ci, Mãe do Mato, rainha das Icamiabas, tribo de amazonas, faz dela sua mulher e torna-se Imperador do Mato-Virgem. Ci dá à luz um filho, mas ele morre e ela também, logo em seguida.

Antes de virar estrela no céu, ela dá a Macunaíma um amuleto, a muiraquitã (uma pedra verde em forma de lagarto), que o herói perde e vai parar nas mãos de Venceslau Pietro Pietra, o gigante Piaimã comedor de gente, que mora em São Paulo.

Macunaíma e seus irmãos descem para a cidade grande para tentar recuperar a muiraquitã. Em São Paulo, assistimos à descoberta da civilização industrial por Macunaíma e suas lutas contra o gigante até recuperar o amuleto. Quando o herói consegue a façanha, retorna para o Uraricoera. Lá, sofrera a perda dos irmãos e a vingança de Vei, a deusa do sol.

Vei havia oferecido a Macunaíma uma de suas filhas em casamento, quando ele visitara o Rio de Janeiro. O herói fez um trato com ela de não andar mais atrás de mulher nenhuma, mas assim que fica sozinho, corre atrás de uma portuguesa.

Para se vingar, no final do livro, Vei faz Macunaíma sentir um forte calor, que desperta seus insaciáveis desejos sexuais; então, lança-o nos braços de uma Uiara, monstro disfarçado de bela mulher que habita o fundo dos lagos. O herói é destroçado e perde definitivamente a muiraquitã. Cansado de tudo, Macunaíma vai para o céu transformado na Constelação da Ursa Maior.

Poesia Realista (Bernardinho Lopes)


POESIA REALISTA E PARNASIANISMO.
Poesia realista.
CROMO XXXVI.

Domingo. A casa de palha
Abre as janelas ao sol
Na horta o dono trabalha
Desde veio o arrebol;

E a companheira, de grampo
No cabelo em caracol,
Na erva enxuta do campo
Estende um claro lençol...

No ribeiro cristalino
Bebem as aves; o sino
Chama os cristãos à matriz;
Entra a mulher... mas da porta
Fala meiga, para a Horta:
- Vamos à missa, Luís?

(Bernardinho Lopes).

quinta-feira, 2 de junho de 2011

Semana do Meio Ambiente


A Semana de Conscientização Ambiental no mês de junho poderá servir para comemorar o Dia Mundial do Meio Ambiente, através de ações pontuais, como por exemplo, a distribuição de mudas, oficinas, mutirões, exposições, feira de artesanato e ecológico e sustentável, intervenções artísticas. Nada disso surtirá efeito se não houver a conscientização. A tarefa de conscientização talvez seja mais difícil do que a de limpeza de ruas, praias, manguezais e rios. Escapa à compreensão de qualquer criança a razão pela qual muita gente continua produzindo e jogando lixo em qualquer lugar. Muitas ruas centrais das cidades expressam, de alguma maneira, a baixa conscientização popular em torno da questão dos resíduos sólidos. E esse é apenas um comportamento inadequado e primitivo de muitos seres humanos. São os mesmos, com certeza, que ainda não separam o lixo e transformam em esgoto o mar e os rios. Estamos longe de atingir um grau de maturidade civilizatória. Mas chegaremos lá, com o empenho das organizações ambientais, das crianças, dos professores e dos pais conscientes.



Profª. Rosângela Guedes